Para conter a pandemia da Covid-19, foram necessárias diversas medidas para evitar que o vírus se espalhasse mais ainda. Entre elas, o lockdown (confinamento) e a restrição na quantidade de pessoas em determinados ambientes. A partir disso, os comércios ficaram prejudicados, principalmente, os que não vendiam produtos físicos, ou seja, que não teriam como entregar na casa do cliente.

Para quem trabalha com qualquer área relacionada a casamentos, deve ter sentido isso, seja cerimonialistas, fotógrafos, lojas que vendem trajes dos noivos, vendedores de alianças, etc. Porém, com a vacinação da população, a situação começou a mudar. Quer entender mais sobre como está o mercado do casamento durante a pandemia? Continue lendo!

Casal de noivos abraçados.
O foco do texto é voltado para quem trabalha com casamentos. Contudo, se você vai se casar e quer se informar sobre, é uma boa também.  (Reprodução/Pexels)

Como está a situação?

O mercado do casamento teve uma grande queda nesses últimos dois anos. Mais especificamente, ocorreram 26% menos casamentos em 2020 do que em 2019, de acordo com os dados da Arpen Brasil. No entanto, o cenário começa a melhorar e há uma previsão muito positiva para o ano de 2022. Dessa forma, acompanhe nos tópicos a seguir as diferentes alternativas que foram aplicadas durante a pandemia, como o mercado lidou e pode lidar com isso.

Cancelamento ou adiamento

Para começar, é necessário lembrar que a pandemia teve (e tem) seus altos e baixos. O que significa que em alguns momentos os estados conseguiram afrouxar as regras e depois tiveram que endurecer novamente. Isso gera uma sensação de insegurança, no sentido de “será que no dia do meu casamento ocorrerá mais um lockdown?”, o que fez vários casais decidirem por adiar o casamento para o próximo ano (2022).

Além disso, quando a proibição de eventos acontecia os noivos precisavam adiar ou cancelar o casamento. Também por causa das dificuldades financeiras que a pandemia trouxe. Inclusive, foi sancionada a lei que “prorroga o prazo para remarcação e reembolso de eventos cancelados por conta da pandemia”, segundo o site do Senado.

Ao falar de reembolso, é preciso ficar de olho se já havia tido gastos irreparáveis por parte dos fornecedores, ou seja, se tinham começado a comprar as flores, as comidas, etc. Coisas que não podem simplesmente devolver. Se esse for caso, é essencial uma conversa entre as partes para chegar em um acordo.

Noivo colocando aliança no dedo da noiva.
Em algum momento os casamentos adiados irão acontecer, irei falar disso mais para o final. (Reprodução/Pexels)

Adaptação

Os casais que optaram por seguir o plano de se casar em 2020 ou 2021 precisaram se adaptar para o a cerimônia estar de acordo com os decretos da pandemia.

Pensando que a quantidade de pessoas nos lugares está limitada, os casais tiveram que reduzir o número de convidados e fazer um casamento mais intimista, inspirando-se no mini-wedding ou no elopement wedding. Além de que, o casamento ao ar livre se tornou mais comum. Outro ponto, é que muitos prefiram realizar o casamento no civil, já que não dependeria de como a situação estaria na época ou não.

Lembrando que este texto está sendo escrito em agosto de 2021, então, muita coisa pode mudar daqui para frente. A tendência é voltar ao “normal” cada vez mais. Para saber o que está autorizado ou não, confira as diretrizes do estado em que ocorrerá o casamento. Em geral, começaram a ampliar o limite de pessoas em um mesmo lugar, dependendo da quantidade precisa de autorização da prefeitura.

Quais são as regras?

Sobre o dia do casamento em si, é necessário que todos usem máscara, exceto no momento das refeições. Os assentos e mesas sejam pensados segundo o distanciamento social. A disponibilização de álcool em gel, bem como, a descontaminação constante do banheiro, mesas e outras áreas muito tocadas.

Na hora de servir a comida, não colocar self-service, mas sim em porções individuais. Ademais, ainda não pode haver pista de dança (os noivos podem ter sua primeira dança, assim como, a noiva com o pai).

Noivos usando máscara.
Todas essas regras ajudam que o casamento ainda ocorra. Mas, com segurança para todos. (Reprodução/Pexels)

Empresas com prejuízos

Uma matéria do Exame, conta com a entrevista de pessoas do ramo dos buffets, que ficaram em prejuízos. O que mostra um pouco da situação geral. Por exemplo, um empresário que fez 123 eventos em 2019, em 2020 fez 4.  Já uma cerimonialista, contou 20% de desistência dos clientes.

Isso desanima bastante quem é do setor. Entretanto, a esperança reside em saber que o ano de 2022 promete. Afinal, tem essa grande demanda de casais que querem festas maiores e que tiveram que adiar o casamento. Por isso, a previsão é que 2022 seja um ano de muitos casamentos. Assim, se você está pensando em trabalhar nessa área, não se preocupe que ela prosperará.

Buffet em cima de uma mesa redonda.
O exemplo envolveu buffet, mas se aplica a vários serviços. Desse modo, aproveito para falar que esse “boom” que ocorrerá de casamentos ano que vem, também será benéfico para quem vende alianças. Portanto, entre em contato conosco e seja uma revendedora de alianças. (Reprodução/Pexels)

Em conclusão, os setores envolvendo casamento ficaram prejudicados. Mas, com a melhora da pandemia, em breve se fortalecerão de volta. Algumas coisas podem se manter, como o aumento de casamentos mais intimistas ou a participação de alguns convidados por vídeo chamada. Com tudo isso em mente, me conta nos comentários o que achou. E se você trabalha em alguma área que envolve eventos/casamentos, como foi esse período na sua realidade?

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